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🧠 Como funciona o cérebro adolescente

Vocês sabiam que o cérebro só se torna maduro e totalmente formado aos 25 anos? Mas, você sabia que a adolescência é o período mais importante para a reorganização neural do cérebro e nas mudanças que afetam drasticamente a formação da nossa identidade?

Então, neste post, você vai descobrir como é um cérebro adolescente!

Mas agora, que partes do cérebro estão envolvidas nas mudanças enfrentadas na adolescência?

Duas áreas merecem um estudo mais detalhado: o sistema límbico e o córtex pré-frontal.

  • O sistema límbico é a estrutura mais importante para a memória, e está próxima da amígdala, uma estrutura que ajuda a produzir emoções. Essa relação anatômica garante que as experiências carregadas de e

    moção sejam mais facilmente lembradas que os eventos neutros.

  • Já o córtex pré-frontal, última camada do cérebro a amadurecer, é a área responsável pelo pensamento crítico, tomada de decisão, autocontrole, planejamento, atenção, organização, controle de emoção, de riscos e impulsos, automonitorização, empatia e resolução de problemas.


E, como na adolescência o córtex pré-frontal não está totalmente formado, os adolescentes usam a amígdala para tomar decisões e resolver problemas.

Por isso os adolescentes são tão impulsivos e agressivos…Pois a amígdala está associada a emoções, impulsos, agressividade e comportamento instintivo.

E o cérebro adolescente contém níveis mais baixos de serotonina e dopamina, mais ou menos um terço a menos, neurotransmissores que proporcionam a sensação de prazer e bem-estar. Isso pode gerar o aumento da agressão, juntamente com níveis mais altos de testosterona, ajudando muito para explosões de raiva e comportamento impulsivo. Os lobos frontais do cérebro, por sua vez, não estão totalmente desenvolvidos nessa fase da vida, o que limita a função cerebral na resolução de problemas, na regulação emocional e no foco. É por isso, quase todos os adolecentes acham tudo um tédio, e procuram novas experiências mais emocionantes e, as vezes, perigosas, só para alcançar o nível de dopamina e seratonina de antes. Claro que há outros fatores associados, mas a redução dos receptores de dopamina está fortemente atrelada a esse gosto peculiar dos adolescentes por desafios.


“Na adolescência, o cérebro recebe influência de novas mensagens químicas e vai sendo remodelado, reorganizado, amadurecido. Aumenta a velocidade com que as informações passam pelo que simplificadamente podemos chamar de “rodovias” – aqui representando as redes neurais –, e algumas “rotas” (sinapses) antigas são fechadas, o que na ciência chamamos de poda neural. Por outro lado, as “rodovias” mais antigas fazem muitas novas conexões com outras “rodovias” e outras “cidades”, processo chamado de neuroplasticidade”. (unoi.com)



Mas sempre escutamos que tudo são os hormônios, não é?

“Existe apenas um hormônio importante na adolescência, o sexual, e por si só ele não explica outros comportamentos típicos da faixa etária, como a sociabilidade e a propensão ao risco”, diz a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, atualmente na Universidade Vanderbilt (EUA), autora de O cérebro em transformação (Objetiva).

“Quem comanda as mudanças da adolescência, inclusive a produção do hormônio sexual, é o cérebro”, explica.

E como funciona os hormônios adolescentes?

“O cérebro adolescente libera hormônios do estresse adrenal, hormônios sexuais e hormônio do crescimento, que, por sua vez, influenciam o desenvolvimento cerebral. A produção de testosterona aumenta dez vezes em meninos adolescentes. Os hormônios sexuais atuam no sistema límbico e no núcleo da rafe, fonte do neurotransmissor serotonina, importante para a regulação da excitação e do humor. Os relógios biológicos de 24 horas, regulados por hormônios, alteram sua configuração durante a adolescência, mantendo estudantes do ensino médio e universitários acordados até altas horas da noite e dificultando o despertar para as aulas da manhã.” (health.harvard.edu)

Algumas perguntas que a neurociência explica:

Por que a organização não é uma prioridade para a maioria dos adolescentes?

O fato é que a organização exige um alto nível de controle cognitivo e a maneira como o cérebro adolescente está conectado, tendo pouco acesso aos lobos frontais, dificulta o processo de planejamento.


Que problemas mentais são manifestados na adolescência?

Transtorno de ansiedade e depressão são comuns nessa fase. O transtorno bipolar e a esquizofrenia geralmente surgem no final da adolescência e início dos 20 anos, visto que precisamos dos lobos frontais para manifestar tais distúrbios.

Ironicamente, nesta idade, se eles têm uma doença mental, nem todos os seus pares estão preparados para serem compreensivos como os adultos, já que muitos não têm empatia, sintoma mais associado ao córtex pré-frontal.


Outras coisas…

  • Muitas pessoas acham que a capacidade para o desempenho acadêmico é definida desde muito cedo, porém isso pode mudar durante a adolescência. Sendo assim, a forma como se trabalha na escola, colocando o aluno no centro do processo de aprendizagem, e o quanto de atenção se recebe nesse período fazem uma grande diferença na resposta do adolescente em relação a isso.

  • A maneira como o adolescente vê o mundo é consequência do cérebro que está em plena transformação, que segue um cronograma. Tais mudanças os levam a ter mais autoconsciência, a estarem dispostos a correr mais riscos e assumir comportamentos motivados pelos colegas.

  • Um ponto importante que pais e professores precisam considerar é que o comportamento do adolescente não é simplesmente o resultado de decisões ou atitudes, é o produto de uma fase de mudanças neurais intensas e inevitáveis. Justamente isso justifica um pouco como funciona o cérebro do adolescente, cabendo, portanto, estarmos cientes desse processo e auxiliar os adolescentes a atravessar essa onda de emoções de forma saudável e construtiva.



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